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| AO ANOITECER . |
A noite cai lentamente sobre a cidade que dorme, mas permanecemos acordados, envoltos no desejo que sentimos fluir do âmago do nosso ser . A tua mão procura a minha e ambas se apertam num amplexo de desejo. A minha boca procura a tua , sedenta do teu gosto tão conhecido, a minha língua entreabre os teus lábios e procura beber ansiosamente cada gota do teu gosto. As minhas mãos erram a esmo pelo teu corpo aconchegado ao meu, e tomam caminhos que sabemos onde vão dar. Inclino o teu corpo sobre a carpete no chão e rolamos juntos , numa brincadeira já tensa de dois corpos que se desejam. O meu corpo trémulo que te deseja, cobre o teu, fazendo com que sintas o meu desejo , o meu domínio. Sei que o meu calor te excita , embora brinques comigo numa recusa que sei que é apenas mera traquinice. As minhas mãos ansiosas. desapertam a tua blusa e mostram-me expostos os teus seios, envoltos na lingerie de renda que os encerra. Arranco-te a blusa, ignorando os protestos que sei que não são sinceros e a minha boca cai ávida sobre a renda que protege os teus seios. Sinto o teu corpo estremecer e colar-se mais ao meu. Sorrio interiormente , antevendo o desejo que te possui. Com pouco cuidado , as minhas mãos arrancam a lingerie que protege os teus seios da minha vontade e os meus lábios caem sobre eles, como pássaro faminto sobre fruta madura. Sinto a tua resposta ao toque da minha boca e ela enlouquece-me. Sei que és minha e o meu desejo avoluma-se a um tal ponto que parece explodis. Os nossos corpos desnudam-se ao sabor de um desejo que não sabe mais esperar. As nossas bocas exploram-nos e o nosso desejo mútuo entra numa ascendência que nos cega. Queremos ser apenas um e dando voz a esse desejo , os nossos corps unem-se, tornando-se um só. E entoam juntos o ritmo do desespero que sai das nossas bocas húmidas que se colam, até que como envolvidos por uma centelha de fogo , a agonia explode , deixando no seu lugar saciedade e paz. E a certeza imortal de que nos pertencemos..

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